Dignoestranho


dezembro 22, 2012, 12:40 pm
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São só alguns músculos se mexendo na sua face, mas aquilo é meu mundo por alguns instantes.

É apenas a sua mão de modo descoordenado sobre minha pele, mas em segundos me sinto tocado por nuvens, me sinto no céu.

São as primeiras experiências, os primeiros momentos que ficarão eternamente em mim.

Me tens como nunca me tiveram.

Me obriguei a reformular conceitos, teorias…

Sou inteiro pela primeira vez.

 



“Couplicité”
novembro 28, 2012, 1:11 am
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Eu não vou me importar se não carregares um buquê.

Vou relevar os dias que eu precisar e não puder segurar tua mão.

Eu me encarrego de arrumar as pilhas de livros que os anos vão formar.

Prometo não reclamar da poeira.

Vou te ajudar em cada mentira balbuciada pelo nosso amor…

Vou te sustentar quando elas desmoronarem.

Acho digno trocar o futebol de domingo a tarde dos mais normais por um bom filme em preto e branco…

Ou pelo sexo.

E a cada momento frágil que passarmos nos provaremos mais fortes.

Cada olhar de “como eu queria te beijar” que daremos, será para mostrar ao mundo que somos mais.

 Houve um tempo na nossa história que as coisas ficaram sem cor, não eram filmes antigos.

Diferente da aquarela que tenho vivido.

Macio… Quente… Firme… Cativante…

Me perco quando te toco.

Arrepio, libido, amor…

Quando me tocas me sinto único.

Não me sinto na necessidade de ser mais nada.

Me tornas homem, me fortaleces e me deixas com ar de iludido.

És uma necessidade que tomou conta dos meus dias, dos meus sorrisos…

Não tenho mais medo do que meu coração insistiu em estampa-lo.

 Não faço discursos.

Não faço promessas.

Aprendi a viver de cumplicidade.

“Couplicité”



Ventos frios
julho 30, 2012, 9:03 pm
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Eu só tenho um pouco de pena do que fica aí dentro.

Fico pensando em como é difícil guardar o que se é.

Sem mãos quentes de verdade no rosto gelado.

Sem o lençol desalinhado pela manhã.

O mundo ainda não conhece o que precisa conhecer… De ti.

Eu contarei um pequeno segredo…

Tenho muito medo e curiosidade.

Medo do que se passa aí dentro e curiosidade de conhecer quem tanto se esconde.

Eu queria que não fosse assim…

Eu queria poder ser poeta.

Mas não.

Não assim…

Sozinho é mais difícil… Mas isso aprendi, contigo, que é mais que necessário.

Essa… Auto-suficiência.

Foi bom ter tido você na minha vida durante todo esse tempo.

Gracias.



Conduz.
junho 16, 2012, 4:00 am
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No meio da angustia, no meio do desanimo que já era habitual tu apareceu. Apareceu como quem chega de uma longa viagem.

Foram com meias palavras, palavras inteiras e as vezes sem-mesmo às usar que pusesse esperança no meu ser mais uma vez.

E meu ser já tão cansado de querer ser de alguém não via mais o porquê de tentar.

E chegasse.

Chegasse girando meu mundo, mudando meus horários e fazendo pequenos sorrisos mais cheios de verdade.

Deixa-se o clichê ser mais óbvio, se é que isso é possível. O céu estrelado, o entardecer com mais brisa e a memória ativa para poder viver mais uma vez, poder viver novas histórias, novos sentimentos.

– Falta boca pro teu beijo. Falta ar pro teu cheiro. Falta braço pro teu abraço. –

E a gente vai viver assim. A gente vai vivendo feliz bem baixinho, sem barulho para que ninguém roube isso da gente.

E eu prefiro sussurrar no teu ouvido minha alegria, minha felicidade, meu amor à colocar a prova de todos.

Agora é uma questão de condução, uma questão de fazer cada paço se encaixar na melodia.

Eu me entrego aos teus braços, me refugio nos abraços, e fico feliz com qualquer lugar, espaço.

Não me importo em fugir da luz.

Me faz rir quando eu não pretendo. Me faz excitar com teu ritmo. Me faz companhia. Te põe no meu colo, sonha enquanto te admiro.

Tu tens tornado tudo intenso, tudo vivo… Tu tens completado minha felicidade.

Não há medida para isso aqui dentro, nem tempo, razão, motivo que faça eu entender.

Tem sido tu o homem certo.



maio 20, 2012, 8:01 am
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Não são nem sete horas da manhã de domingo.

Ontem eu só fiz algumas suposições…

Eu não me canso.

Ele quebrou meu coração, me matou por dentro e pela primeira vez me fez sofrer desse modo.

Não temos tempo.

Ele não tem.

Ele veio e deixou minhas vontades como as dele.

Ele veio sem que eu soubesse o que era, o que poderia ser.

Eu bebi alguns goles antes de mergulhar…

E na minha cabeça essa foi uma boa noite.

Eu supus que essa noite você foi meu cobertor.

Minha mão não cansou do teu corpo.

Minha boca se perdeu com teu prazer.

E em silêncio eu fiquei sem saber o que sentias.

Na pouca luz que havia eu pude só ver teus olhos escuros.

Mais uma vez… Sem bonitas palavras.

Só as simples e sinceras.

Como uma criança inocente. Se é que não sou isso pra ele.

Ele mal sabe… Mas estará sempre comigo.

Mesmo eu já morto.



Sem vontade…
abril 4, 2012, 4:41 am
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Eu as vezes me pego assim.

Me deparo com essa dor.

Sei que já senti ela outras vezes… E uma hora ela se vai…

Como uma hora ela volta.

Essa vontade de não mais pertencer.

Eu canso de ser, de fazer, de tentar fazer, de não fazer, eu canso.

Eu quero sentir e poder sentir.

Sou artista.

Sempre fui.

O meu melhor tiro da dor.

Tira dessa falta de vontade…

Tiro das coisas que sempre vão se passar pela minha cabeça…

Tiro das insônias, dos textos, das letras que canto e que completam os livros.

Cansei de achar que escrevo.

Cansei de tentar ser bom em algumas coisas.

Cansei… E me falta vontade pra tentar acreditar que sou bom.

Eu não sei quanto tempo vou durar por aqui.

Eu não sei quanto tempo isso tudo… Nuvens, amigos, sorrisos, canções, palavras vão poder validar toda dor que se cria em mim pelo que sou. E pelo que eu não posso ser.

Acham que a dor maior é deles… Coitados.

Eles são quem são… Nem isso posso.

Eu não vou poder ter meus próprios olhos claros…

Escolher o nome, deixar que o toque me faça derramar lágrimas de alegria…

Mas sou artista.

E a vida, a poesia… Aqueles dias quem sempre se seguem de dias… Esses sim me ensinaram de verdade.

Eu já quero sim desistir… Sempre quero.

Sempre vou querer…

Sempre me falta… Vontade.



Sem roteiro.
abril 2, 2012, 10:26 pm
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Como eu te vejo agora?

Um foco no centro do palco que te ilumina de cima.

Em meio a uma canção melancólica tu sentes tua paixão.

Tu faz o que amas.

Sentes o que está dentro de ti.

O personagem interiorizado, aquele que só tu podes interpretar.

Tu danças com dor.

Tu me olha com paixão.

Sou único na platéia, dessa vez.

Toda tua força agora em pequenos gestos…

Movimentos precisos.

Num misto de ser, estar e viver tu mudas o olhar… Ainda que apaixonado.

Tu cais no chão por não poder mostrar mais que aquilo.

Tu cansas por respirar ofegante de dor.

Sentes a falta do tempo.

Sentes a falta do que só tu poderia te dar.

E antes que a cortina pudesse se fechar…

Soltasses uma lágrima, seguida de um leve sorriso.

A base… Não perdesses.

Mas deixa que o âmago do teu ser… Seja.

Só tu podes fazer com que eu, o único dali…

Possa te aplaudir.

E não te preocupes com agradecimentos…

Foi o melhor dos espetáculos.