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A pilha de livros que fica sobre a mesa só está crescendo.
Minhas palavras já não ligam mais pras condições do tempo.
A janela não me mostra mais a mesma paisagem, o mesmo perfil da palavra ‘amor’…
Ela traz sempre um novo pássaro, com um novo canto…
Se chove, se estiar, eu ainda quero dizer que te espero…
Se faz sol mesmo na madrugada as palavras estarão sempre ali.
O canto sincero que a natureza me dedica… Me inspira.
Eu espero com uma xícara de café, sentado na frente do sofá, e a janela sempre aberta.
Talvez no próximo canto ele não te traga junto.
Talvez da próxima vez ele te leve de mim.
As palavras ainda estarão, quanto a ti não sei.
Sabes que a porta com o número ’17′ sempre estará destrancada pra ti…
Mas ainda prefiro que venhas pela janela.
Eu quando eu não consigo lhe dar com a tua falta eu choro sim.
E eu ainda quero te dizer… Continuo a te esperar.
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