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E então sinto mais um fim de horizonte.
Sinto as ondas deixando de existir… O vento cessou… E só uma marola dar vida a água.
Estibordo… Criou limo.
Os marujos decidiram viver, decidiram ancorar em diferentes lugares em meio ao meu trajeto.
Hoje na tripulação… Eu e eu mesmo.
Um capitão sobre o caralho avistando o sol se pôr mais uma noite… E torcendo pra que a noite passe tão rápido quanto sua tripulação decidiu lhe abandonar.
Confesso que foi uma viagem diferente, uma longa viagem.
Aprendi que na costa sul, com o mar gelado cardumes vão desovar, e com isso o povoado festeja, já que os próximos meses serão meses fartos em suas mesas.
Aprendi que uma donzela deve ir estudar fora. Ela pode se apaixonar por um pirata qualquer e deixar seu trono.
Aprendi que nenhuma caixa pode aguentar ventos de 130 km.
Aprendi que meu convés pode ficar muito molhado, muito sujo… Mas nada que um dia de sol não resolva.
Perdi o número de quantas ilhas visitei.
De quantos canecos de rum eu bebi.
De quantas mulheres abandonei.
Me pergunte se tenho orgulho disso…
A única coisa que tenho certeza é que agora estou ancorado no único lugar que preciso…
Em mim.
Dê uma olhada no atlântico.
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