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Sabe o que eu quero?
Quero poder andar com o fone no ouvido.
Quero poder sentir o frio com casacos que destoam um do outro.
Quero sentar no banco da praça com folhas de tons terrosos nos pés, um café nas mãos.
Quero não precisar me preocupar com meu cabelo… Um dia ele vai me deixar.
Quero voltar pra casa e saber que minha janela ainda está aberta, sem ao menos me preocupar com ela.
Quero voltar para acender a luz da sala quando estiver sozinho e me sentir inseguro.
Quero os pés no chão, vestir cueca e regata nas noites de verão.
Quero deixar as botas na entrada.
Quero jeans justo e pés na terra… O banjo tocando calmo.
Quero que o amor se ajeite sozinho… Cansei dessa vida.
Quero o colchão no chão, amigos na sala, pizza na geladeira pro café da manhã.
Quero a ducha morna antes do dia de trabalho. A ducha quente antes de deitar.
Quero minha casa.
Meu canto.
Minha vida.
Meus sorrisos.
Minhas canções.
Quero minha virilidade pra poder persistir.
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A pilha de livros que fica sobre a mesa só está crescendo.
Minhas palavras já não ligam mais pras condições do tempo.
A janela não me mostra mais a mesma paisagem, o mesmo perfil da palavra ‘amor’…
Ela traz sempre um novo pássaro, com um novo canto…
Se chove, se estiar, eu ainda quero dizer que te espero…
Se faz sol mesmo na madrugada as palavras estarão sempre ali.
O canto sincero que a natureza me dedica… Me inspira.
Eu espero com uma xícara de café, sentado na frente do sofá, e a janela sempre aberta.
Talvez no próximo canto ele não te traga junto.
Talvez da próxima vez ele te leve de mim.
As palavras ainda estarão, quanto a ti não sei.
Sabes que a porta com o número ’17′ sempre estará destrancada pra ti…
Mas ainda prefiro que venhas pela janela.
Eu quando eu não consigo lhe dar com a tua falta eu choro sim.
E eu ainda quero te dizer… Continuo a te esperar.
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E então sinto mais um fim de horizonte.
Sinto as ondas deixando de existir… O vento cessou… E só uma marola dar vida a água.
Estibordo… Criou limo.
Os marujos decidiram viver, decidiram ancorar em diferentes lugares em meio ao meu trajeto.
Hoje na tripulação… Eu e eu mesmo.
Um capitão sobre o caralho avistando o sol se pôr mais uma noite… E torcendo pra que a noite passe tão rápido quanto sua tripulação decidiu lhe abandonar.
Confesso que foi uma viagem diferente, uma longa viagem.
Aprendi que na costa sul, com o mar gelado cardumes vão desovar, e com isso o povoado festeja, já que os próximos meses serão meses fartos em suas mesas.
Aprendi que uma donzela deve ir estudar fora. Ela pode se apaixonar por um pirata qualquer e deixar seu trono.
Aprendi que nenhuma caixa pode aguentar ventos de 130 km.
Aprendi que meu convés pode ficar muito molhado, muito sujo… Mas nada que um dia de sol não resolva.
Perdi o número de quantas ilhas visitei.
De quantos canecos de rum eu bebi.
De quantas mulheres abandonei.
Me pergunte se tenho orgulho disso…
A única coisa que tenho certeza é que agora estou ancorado no único lugar que preciso…
Em mim.
Dê uma olhada no atlântico.
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E tem sido assim mesmo.
Tenho me punido, me policiado, me restrito do meu eu…
Afinal eu tenho que crescer.
Deixando pra trás mais uma vez velhos amores, velhos pensamentos. Tenho os dado espaço para se tornarem novos.
As músicas antigas já não tem o mesmo impacto…
As antigas responsabilidades que insistem em permanecer… Ou simplesmente voltar.
A faixa etária só tende a aumentar e meus horários diminuírem.
Eu ouvi isso essa semana… “Crescer dói”. E uma frase nunca coube tanto na minha vida como essa nesse exato momento.
Foi muito bom meus 16. Os 17 prefiro esquecê-lo… Mas agora não vai mais importar… Serei adulto com alma de quem não pode mais viver sua idade.
Vivam…
Quero que voem…
Sintam…
Uma hora vai doer.
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Preciso te pegar no colo com força, te colocar contra a parede enquanto o blues toca.
O sol que em fim de tarde bate no teu corpo, te faz suar.
Me aperta com vontade de me ter.
Não me enganas… Mesmo depois do teu dia exausto é meu corpo que tanto queres.
Vou te fazer livre te prendendo nos meus braços.
Te fazer forte depois de te deixar sem chão.
Respira na minha pele…
Te mistura nela.
Me deixa com a marca de tuas mãos nas costas…
Deixa ela na minha pele.
Me beija confiante.
Me faz lembrar disso pra eternidade.
Me prova que tu não é só sexo.
Me prova que és ardência sem haver fogo.
Me prova que és a calmaria do olho de um furacão.
Deixa eu perder minha boca no balbuciar do teu ‘eu te amo’.
Me faz girar na cama enquanto fico sem sono pensando em tudo o que foi isso.
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É mais um lugar onde nós nos sentimos bem…
Onde sabemos que o amor prevalece.
Onde sentimos isso…
Mais do que em lugares comuns…
Em nós mesmos.
Um simples beijo…
Um ‘oi’ que transborda sentimento…
Um abraço que deixa sub-entendido… ‘Já fazem parte da família’.
Cada ligação é como um dos selos antigos… Que levavam palavras, traziam saudades.
Carregam satisfação nos sorrisos. Carregam amor em cada olhar.
Os olhos expressam a base, os pilares que um dia vai ser deles…
A maior dádiva.
E é melodia cada risada.
É contagiante cada silêncio.
Tudo se encaixou em cada milímetro de seus corpos, de suas palavras, de seus atos…
Atos do cotidiano… Que pros homens que caminham todos os dias já não é mais tão comum… Porque é real.
Valem mais que moedas antigas…
Valem mais que ‘colegas’…
Cada simples café da tarde é uma história de vida.
E se confortar no lençol esticado com cautela… Com carinho… É o beijo de boa noite que não temos.
Nossa pequena…
Quanta essência, quanta verdade… É a irmã caçula que nos permite recordar de como foi mais difícil…
É a chance de fazermos dar certo.
Ama…
Sorri…
Ri.
Tu és a janela mais translucida pra se encontrar nossas próprias almas.
Ele te faz sentir isso…
Eles te fazem sentir isso.
E como nos sentimos?
Esperamos ansiosos pelo próximo café da tarde.
- Bianca Brasil e João Kraeski -
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“Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!”
Sorrir meu próprio sorriso… Não tem preço.